Asteya – não roubar

7 05 2010

Continuando o estudo sobre Yamā e Niyamā conforme os Sūtras de Pātañjali abordaremos agora o Yamā Asteya, não roubar. Esses conceitos éticos expostos no Yoga Sūtras de Pātañjali são acima de tudo conceitos mentais sobre o auto conhecimento, por isso asteya é algo muito sutil e às vezes praticamente imperceptível, o ato de roubar se torna uma grande mancha na mente daquele que fez o roubo, por mais que inocente que pareça externamente, no intimo a marca está presente no autor da ação.

Quando se fala em roubo a primeira coisa que vem na mente é o roubo de bens materiais alheios. Mas asteya, além de englobar esse conceito de não roubar bens matérias também significa estar livre do desejo do roubo intelectual, ou seja, roubar idéias, pensamentos e até fragmentos filosóficos de outras pessoas constitui roubo.

É muito comum, hoje em dia, principalmente com a internet o roubo intelectual de idéias. Basta você dar um click num site ou num blog e “roubar” aquela idéia que você foi incapaz de pensar sozinho e depois sair dizendo que teve uma brilhante idéia, afinal ninguém vai saber mesmo, pois o roubo pode ter sido de um site do outro lado do planeta e ainda um outro idioma… mas devemos considerar que não internet esses limites territoriais não contam.

Isso é bem mais comum do que você imagina e pode acontecer com as pessoas que você menos suspeitaria. Assim como no Yamā anterior (satya: veracidade), você tem que ser verdadeiro consigo sempre, se você mente para si próprio e ainda tenta enganar os outros com a sua mentira está gerando um karma negativo para si, pense nisso. Mas não se preocupe com os outros, preocupe-se com a sua própria mente, pois somos como plantadores, cada um planta as suas sementes ao longo de toda a vida e ao longo desta mesmo existência vai colhendo os frutos de suas próprias sementes. Isso é a lei do Karma de uma maneira simples e objetivo. Portanto se alguém roubou algo de você relaxe, pois as sementes karmicas já foram lançadas.

Utilizar-se de frases de Mestres sem fazer a citação de suas obras os de seus fragmentos filosóficos constitui uma enorme falta de ética. Utilizar-se desta maneira dos pensamentos de Mestres para auto vangloria-se, é, além de constituir o roubo de idéias, é também um atrofiamento do ego e falta do senso de humildade, para não falar de outras coisas…

De maneira bem objetiva este é o terceiro Yamā Asteya, busque livrar a mente do desejo de tirar algo de outra pessoa (físico, energético, intelectual). Se você deseja algo de alguém quem sabe não é mais fácil pedir de que roubar. Da próxima vez que tiver um desejo de fazer um roubo intelectual não faça, pare, sente, medite e busque através do silencio da sua mente as suas próprias idéias, isso é bem mais nobre.

Om śanti śanti śantih

Om Paz Paz Paz

Mahādeva (Daniel Nodari)


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