ॐ Colágeno e a Saúde Global: Regeneração do Menisco

10 08 2012

O Colágeno e sua importância fundamental na regeneração de tecidos, cartilagens e articulações.

Esta artigo visa esclarecer a importância que o colágeno tem na manutenção da saúde, principalmente a partir dos 25 anos de idade, onde o nível produzido pelo organismo tem uma pequena redução, após os 50 anos esta perda na capacidade de produção torna-se extremamente grande, e por isso faz-se necessário repormos atraves de suplementos a base de colágenos hidrolisados.

O tempo, como nós interpretamos, é inexorável. E o envelhecimento também, porém, com todas as informações que temos atualmente podemos diminuir o efeito deste processo e envelhecermos de forma lenta e fisiológica, e não patologicamente, como a maioria da população.

Sabemos hoje, que envelhecer depende de duas variáveis: da perda de informação biofísica e da falta, dentro das células, da matéria-prima para regeneração. A informação pode ser recuperada através da oligoterapia, das essências vibracionais e até por meio de aparelhos de frequência como os “Rife” e outro meios quânticos.

Das matérias-primas que mais necessitamos, com certeza, o colágeno é imprescindível.

O colágeno é a maior classe de proteína fibrosa insolúvel encontrada na matriz extracelular e nos tecidos conjuntivos. É uma família de proteínas relacionadas entre si, mas geneticamente diferentes, cuja principal ação é ESTRUTURAL.

Cada tipo de colágeno tem uma função específica e atua em um tecido do corpo, para isso é que tem uma determinação no código genético.

Fisiológicamente, o organismo humano diminui a produção de colágeno endógeno depois da adolescência, chegando a diminuir 1% ao ano a partir dos 25 anos de idade; aos 50 anos podemos ter apenas 35% de colágeno necessário para regenerar a pele, os ossos, os discos intervertebrais, os músculos, os tendões, as cartilagens, as articulações, ou seja, todos os órgão e tecidos de sustentação do organismo. Ainda sabemos que existem tipos de colágeno que formam órgão internos, o humor vítreo, a córnea, a medula óssea, os vasos sanguíneios e linfáticos.

Não podemos deixar de citar as doenças causadas pela falta de colágeno, ou pela formação errada dele, ou mesmo, pela produção excessiva de um tipo em detrimento de outros, como acontecem doenças auto-imunes (as colagenoses), osteoporose, artrose, catarata, condromalácea patelar, osteogênese imperfeita, síndrome de Ehler Danlos (na forma benigna são indivíduos contorcionistas), quelóides, cicatrizes hipertróficas, e até as rugas e estrias.

Por tudo isso, é fundamental que passemos a tomar, indicar aos nossos familiares, amigos e pacientes, essa maravilhosa forma de regenerarmos nosso organismo e prevenirmos o envelhecimento e as doenças associadas: o colágeno precursor hidrolissaturado.

Colágeno Precursor Hidrolissaturado

O precursor hidrolissaturado do colágeno, encontrado no mercado brasileiro, é um produto obtido através de um processo científico específico que consiste em hidrolisar um colágeno obtido de forma purificada do reino animal, através de hidrólise enzimática, em seguida aplicar a liofilização, e novamente hidratá-lo, conseguindo-se assim a preservação natural do produto ao mesmo tempo permitindo uma absorção intestinal superior a 98% da substância ingerida.

Esse produto final contém todas as características da proteína humana de sustentação encontrada em grande quantidade em quase todos os tecidos do nosso organismo. A ele podem ser agregados sais minerais, vitaminas e fibras para suplementar as necessidades humanas, tanto na prevenção quanto na complementação de tratamentos de patologias ligadas ao envelhecimento, traumas ou doenças osteoarticulares, alterações músculo-esquelética, colagenoses, entre outras.

O colágeno precursor hidrolissaturado é considerado um “precursor” da formação dos vários tipos de colágeno porque ao ser ingerido, esse produto, pela sua grande absorção, consegue manter todas as características que levam o organismo humano a usá-lo como matéria-prima para a fabricação dos mais de 19 tipos de colágeno humano.

Desde 1999 o FDA (Food and Drug Administration) americano e recentemente a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) considerando o colágeno hidrolissaturado uma substância sem riscos para a saúde humana, podendo ser ingrediente com isenção de registro em produtos regulamentados pelo Ministério da Saúde.

A maior parte da proteína que é ingerida pelo ser humano será digerida e absorvida na forma de aminoácidos, por isso a digestibilidade das proteínas é um fator importante na sua absorção. Após a absorção intestinal desses aminoácidos, eles serão transportados diretamente ao fígado pelo sistema porta, onde a concentração dos aminoácidos plasmáticos será modulada.

Em torno de 20% dos aminoácidos que entram no fígado são liberados para a circulação sistêmica, cerca de 50% são transformados em uréia e 6% irão formar as proteínas plasmáticas.

Os aminoácidos liberados pela circulação, especialmente a isoleucina, a leucina e a valina, que são de cada cadeira ramificada, acabarão sendo metabolizados pelos músculos esqueléticos, pelos rins e outros tecidos.

Os outros aminoácidos serão usados na síntese protéica hepática e são excretados como albumina fibrina, enzimas e outros produtos necessários ao catabolismo dos aminoácidos que ficam na própria célula hepática.

De acordo com a necessidade de cada tecido e de cada momento, varia o destino dos aminoácidos, havendo um equilíbrio dinâmico das proteínas tissulares com os aminoácidos ingeridos e os circulantes.

Não há reservas de proteínas no organismo humano, portanto sua falta causa alteração da estrutura celular e das diversas funções dos tecidos, tornando a perda ou a não possibilidade de absorção e utilização de proteínas, muito prejudicial à saúde.

Existe um “turnover” protéico determinando um processo dinâmico contínuo de síntese e catabolismo protéico específico em cada tecido. A vida média de uma proteína corresponde ao tempo que o organismo leva para renovar a metade da quantidade total dessa proteína.

Podendo ser de algumas horas. Como certas enzimas intracelulares, de 120 dias para a hemoglobina e 365 dias para o colágeno. A taxa média diária de proteína renovada no adulto é da ordem de 3% do total protéico do organismo. Na pele, perdem-se renovam-se 5g de proteína todo o dia . No sangue renovam-se 25g. No trato intestinal são cerca de 70g de proteínas trocadas diariamente.

No tecido muscular temos em torno de 75g de perdas e renovações protéicas.

Quando tomamos conhecimento de todas essas informações sobre esse dinâmico metabolismo das proteínas no organismo, conseguimos entender porque precisamos suplementar com precursores de colágeno.

O corpo humano produz, desde que tenha matéria-prima protéica, aproximadamente 80% dos aminoácidos necessários e precisa retirar da alimentação os 20% restante, chamados por isso, de aminoácidos essenciais (que são: fenilalanina, triptofano, leucina, isoleucina, valina, metionina, lisina e treonina)

Nas moléculas de colágeno temos 33% de glicina, 12% de prolina e 11% de hidroxiprolina.

Existem 1029 a 1055 resíduos de aminoácidos em cada cadeia alfa, fazendo desta proteína uma das maiores do organismo.

Uso como anti-envelhecimento

Faz a sustentação de todos os tecidos do corpo humano, portanto sem ele tudo “cai” literalmente.

Promove a melhora do colágeno da pele em geral, deixando-a mais hidratada, com mais elasticidade, e menos rugas e marcas de expressão.

Preserva a formação do humor vítreo da córnea, evitando doenças como catarata e permitindo a manutenção da acuidade visual.

Mantém por mais tempo a elasticidade pulmonar, mantendo assim, a sua capacidade e reserva respiratória.

No tecido cardiovascular, mantém a integridade do endotélio. Dos tecidos cardíacos e a elasticidade das artérias e veias. A capacidade de extensão desses tecidos é mantida pelo colágeno.

Na medula óssea, ele é fundamental para a formação das células, especialmente as plaquetas. Inclusive, sua ação é responsável pela modulação da aderência, agregação e ativação plaquetárias.

Para a circulação venosa e linfática, ele é o principal componente de sustentação e elasticidade desses vasos.

Mantém a expansibilidade e a sustentação do tecido hepático, renal, neuronal e do esplênico.

Quanto ao sistema músculo-esquelético, é onde melhor se nota quando existe sua preservação, pois o colágeno sendo produzido em quantidade e qualidade suficientes haverá uma manutenção da mobilidade, elasticidade, força e tônus de todo o organismo.

Ossos, músculos, ligamentos, corpos e discos vertebrais, cartilagens e articulações em perfeito funcionamento, sem dores, contraturas ou encurtamentos, sem degenerações, artroses e osteoporoses.

Uso na dermatologia e medicina estética

Na cirurgia estética evita formação de fibrose e aumenta a elasticidade dos tecidos submetidos aos procedimentos cirúrgicos, especialmente nos casos de lipoaspiração e lipoescultura.

É o melhor coadjuvante nutricional para o tratamento de estrias e para prevenção delas. Assim como para a flacidez.

Favorece a melhora, mais rapidamente. Ajuda em úlceras de pele, pênfigos, líquem plano, psoríase, eczemas, angiomas, hemangiomas, em especial, nas doenças do colágeno que afetam a pele, como o lúpus.

Uso na ortopedia, traumatologia e fisiatria

Para trofismo muscular, formador de massa magra, inclusive fornece matéria-prima para o hGH, protege durante atividades físicas, coadjuvante do tratamento de LER, tendinopatia, afecções de ligamentos, meniscos, doenças degenerativas, entre outras tantas.

É especialmente útil repor colágeno nas artroses, auxilia na recuperação das estruturas articulares, inflamações, interrompe o ciclo degradativo, melhora a qualidade de vida.

Nos casos de osteopenia e osteoporose, devemos lembrar que a estrutura do osso se forma a partir do colágeno.

Uso na reumatologia

A suplementação do colágeno faz com que se restabeleça a matriz óssea, onde deverá ser reposta parte mineral.

A suplementação nutricional de colágeno nas doenças ditas “do colágeno”, as colagenoses, auxilia na melhora geral do paciente, na prevenção das deformidades e das seqüelas, na melhora das dores e da mobilidade, como na artrite reumatóide (tanto na juvenil como na do adulto), no LES, na esclerodermia, e muitas outras.

Nos casos de reumatismo inespecíficos e outras dores articulares ou de tecidos moles, podemos auxiliar nutricionalmente com a suplementação do colágeno, mesmo quando não há um diagnóstico definido.

Uso no tratamento da obesidade

É muito útil a suplementação de percursor de colágeno durante dietoterapia para emagrecimento, pois faz com que os tecidos se mantenham firmes, ajudando na diminuição de massa gorda e aumento de massa magra, evitando o catabolismo noturno e agindo dentro do princípio que os músculos são grandes utilizadores do aporte ATP, especialmente se houver o condicionamento físico associado.

Na oxidologia e na medicina ortomolecular

O uso do colágeno precursor como substrato para sustentação do organismo faz toda a diferença em um tratamento antioxidante, permitindo às células se recomporem de forma mais adequada, enquanto a terapia com vitaminas, minerais e outros componentes, faz seus efeitos nas reações de oxi-redução.

Como qualquer processo inflamatório gera uma intensa cascata de oxidação em membranas celulares, intra e extra celular e em outras estruturas.

Devemos lembrar de toda a gama de possibilidades de tratamentos preventivos nessa área, incluindo o colágeno hidrolissaturado como parte da prevenção.

Outros usos

Como a suplementação nutricional de colágeno interessa para muitas outras finalidades, podemos lembrar ainda, que o fortalecimento de dentes e tratamentos de ATM, arcada dentária.

Casos de alterações de vasos venosos e linfáticos, como varizes, varicoses, edemas, linfedemas e como complementação nutricional de longo prazo.

Lembrar também na pediatria, no auxílio nutricional para crianças com déficit de crescimento, nos casos de raquitismo, alterações do aparelho locomotor, entre muitas outras.

Importante: As informações contidas nesta matéria têm objetivos preventivos e culturais, portanto não isenta a assistência ou acompanhamento de um profissional da área de saúde para as devidas orientações.

Em breve mais informações sobre o Colágeno.

Credenciais: Texto de materiais desenvolvido pela Dra. Rosângela Arnt, formada em Medicina na UFPEL-RS em 1982. Título em Nutrologia – ABRAN/CFM com Pós-graduação Latu Sensu em Medicina Ortomolecular.

Compilação: Kunio Inamoto – Especialista em Nutrição e Qualidade de Vida – Pós-graduação Latu Sensu pela Faculdade Dom Bosco de Curitiba.

Autor(a): Dra. Rosângela Arnt


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