ॐ Se te contentas com os frutos ainda verdes… (Prof. Hermógenes)

27 08 2012

“Se te contentas com os frutos ainda verdes, toma-os, leva-os, quantos quiseres.
Se o que desejas, no entanto, são os mais saborosos, maduros, bonitos e suculentos,
deverás ter paciência. Senta-te sem ansiedades. Acalma-te, ama, perdoa, renuncia, medita e guarda silêncio. Aguarda. Os frutos vão amadurecer.”

Prof. Hermógenes

https://yogashamkara.wordpress.com/

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ॐ Sobre Prof. Hermógenes

10 08 2012

José Hermógenes de Andrade Filho, mais conhecido como Prof. Hermógenes, é  escritor, professor e divulgador brasileiro de hatha yoga.

Nascido em 9 de março de 1921, em Natal, Rio Grande do Norte, José Hermógenes de Andrade Filho é considerado o pioneiro em medicina holística no Brasil, com mais de 45 anos de prática e ensino de yoga. Pai de 2 filhas, 6 netos e 4 bisnetos. Filósofo, poeta, escritor e terapeuta, o professor Hermógenes costuma dizer que se sente mais jovem hoje, aos 89 anos, do que se sentia aos 35. Doutor em yogaterapia, título concedido pelo World Development Parliament, da Índia, é o criador do treinamento anti-stress.

No entanto, se não fosse por causa de uma série de problemas de saúde vividos por Hermógenes na década de 1960, o professor jamais teria se tornado o mestre em Hatha yoga,pois a sua cura veio atarvés do yoga assunto sobre o qual escreveu o livro “Autoperfeição com Hatha Yoga”, ainda hoje seu maior sucesso editorial. A esse livro seguiram-se outros 30, alguns editados no exterior, além da tradução de seis volumes de cunho filosófico e espiritualista. Publicou, entre outros, “Saúde na Terceira Idade” e “Yoga para Nervosos”. O professor começou escrevendo livros didáticos, em 1955.

O professor Hermógenes recebeu a Medalha de Integração Nacional de Ciências da Saúde e o Diploma d’Onore no IX Congresso Internacional de Parapsicologia, Psicotrônica e Psiquiatria (Milão, 1977). Escolhido o Cidadão da Paz do Rio de Janeiro, em 1988, Professor Hermógenes recebeu a Medalha Tiradentes em 8 de maio de 2000. A premiação foi conferida pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, pelo bem-estar e benefícios à saúde que as obras de José Hermógenes de Andrade Filho trouxeram para os brasileiros. O professor divide seu tempo entre a publicação de livros, a produção de artigos para a imprensa e teses para congressos científicos, e suas aulas, seja na forma de cursos ou seminários.

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ॐ Superação (Prof. Hermógenes)

20 07 2012

A superação que estou propondo é basicamente a antítese da regressão. Não é também a anestesia resultante de um desvaneio, nem um atraente canto de sereia. Dela não sou autor, nem mesmo autoridade. É a superação que Sri Krishina sugeriu a Arjuna, um homem em crise existencial, em angústia, disposto a recuar de seus deveres diante da dureza e tormento de ocasião. Ela está magistralmente ensinada no diálogo entre a Divindade (Krishna) e um de nós (Arjuna), num livro de sabedoria suprema chamado Bhagavad Gita. É a mesma que Buda ensinou em toda sua obra. É a mesma sabedoria e o mesmo método que o sábio Patanjali apresentou em seu Yoga Sutra, que há milênios falou do inconsciente (e do superconsciente), muito mais, infinitamente mais sábio, do que Freud conseguiu fazer. É o mesmo caminho que Sri Sankaracharya revelou na Vedanta Advaita. É a mensagem do Evangelho divinamente sintetizado no Sermão da Montanha. É a mesma verdade que se levanta dentro de nós quando em silêncio, humildados e em paz, ressoamos com o OM.

A verdadeira superação só se alcança pelo sacrifício e pela humildação, que predispõem a alma para a indispensável Graça de Deus. Mas, tais condições, por sua vez, dependem de uma coisa, que os gregos chamavam metanóia; João Batista chamava arrependimento; e os hindus, vairagya (sânscrito, que significa des-paixão, renúncia). Quando “o filho pródigo”, já estando arruinado, “comendo com os porcos”, castigado pela dor, constatou, em seu íntimo, a precariedade de todas as soluções humanas, a falsidade das sereias, a frustração da toxmagisex (busca em tóxicos, ou poderes mágicos, ou satisfação sexual), e optou pela “porta estreita”, por “aceitar a cruz”.

Não se sinta desetimulado, desanimado e amedrontado com o optar pela “cruz”. Cristo nos acalma e estimula dizendo: Vinde a mim todos os que estais afadigados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e assim, encontrarei conforto para as vossas almas, pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11:30). Se a superação dos Mestres, que tenho proposto , fosse desagradável, dolorosa, repressiva, férrea, impiedosa, masoquista… não teria ajudado milhares de pessoas em sue tormentos existenciais, não teria evitado suicídios, internações, desesperos e lágrimas; não teria ajudado tantos a renovarem suas vidas e a vencerem suas penas.

Prof. Hermógenes, Superação, p.26





ॐ O Amor e o Ahimsa (Prof. Hermógenes)

20 07 2012

A superação que estou propondo é basicamente a antítese da regressão. Não é também a anestesia resultante de um desvaneio, nem um atraente canto de sereia. Dela não sou autor, nem mesmo autoridade. É a superação que Sri Krishina sugeriu a Arjuna, um homem em crise existencial, em angústia, disposto a recuar de seus deveres diante da dureza e tormento de ocasião. Ela está magistralmente ensinada no diálogo entre a Divindade (Krishna) e um de nós (Arjuna), num livro de sabedoria suprema chamado Bhagavad Gita. É a mesma que Buda ensinou em toda sua obra. É a mesma sabedoria e o mesmo método que o sábio Patanjali apresentou em seu Yoga Sutra, que há milênios falou do inconsciente (e do superconsciente), muito mais, infinitamente mais sábio, do que Freud conseguiu fazer. É o mesmo caminho que Sri Sankaracharya revelou na Vedanta Advaita. É a mensagem do Evangelho divinamente sintetizado no Sermão da Montanha. É a mesma verdade que se levanta dentro de nós quando em silêncio, humildados e em paz, ressoamos com o OM.

A verdadeira superação só se alcança pelo sacrifício e pela humildação, que predispõem a alma para a indispensável Graça de Deus. Mas, tais condições, por sua vez, dependem de uma coisa, que os gregos chamavam metanóia; João Batista chamava arrependimento; e os hindus, vairagya (sânscrito, que significa des-paixão, renúncia). Quando “o filho pródigo”, já estando arruinado, “comendo com os porcos”, castigado pela dor, constatou, em seu íntimo, a precariedade de todas as soluções humanas, a falsidade das sereias, a frustração da toxmagisex (busca em tóxicos, ou poderes mágicos, ou satisfação sexual), e optou pela “porta estreita”, por “aceitar a cruz”.

Não se sinta desetimulado, desanimado e amedrontado com o optar pela “cruz”. Cristo nos acalma e estimula dizendo: Vinde a mim todos os que estais afadigados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e assim, encontrarei conforto para as vossas almas, pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11:30). Se a superação dos Mestres, que tenho proposto , fosse desagradável, dolorosa, repressiva, férrea, impiedosa, masoquista… não teria ajudado milhares de pessoas em sue tormentos existenciais, não teria evitado suicídios, internações, desesperos e lágrimas; não teria ajudado tantos a renovarem suas vidas e a vencerem suas penas.

Prof. Hermógenes, Superação, p.26





ॐ Karma Yoga: a ação que liberta (José Hermógenes)

9 07 2012

Seres humanos ativos, empreendedores, atuantes no meio, se divinizarem suas ações, no serviço que prestarem, encontrarão a Paz.

divinização do agir é o que se chama Karma Yoga.

karma yogin é o atuante lúcido, dentro do dinamismo universal do qual faz parte.

Ele sabe que, segundo a Lei do Karma, nenhuma de suas ações, omissões e expressões deixa de semear causas que se farão colheitas no futuro. Sabe que o hoje colhe o ontem e semeia o amanhã. Bem e mal, infalivelmente, determinarão suas consequências. Quem é bom colherá o bem. Quem é mau, o mal.

Ciente da lei justa, o yogin, sem reclamar, sem relutar, assume as consequências dolorosas de dí­vidas antigas. Ciente da lei justa, como que confecciona seu amanhã, comportando-se convenientemente hoje.

yogin ama e serve seus semelhantes porque os outros e ele também são manifestações concretas do mesmo Abstrato, são expressões imperfeitas da Perfeição Una.

A ação perfeita liberta o yogin porque, tendo ele superado a separatividade, não vendo ele e os outros separados, não vendo Deus perdido nas distâncias que a ilusão semeia, não cria méritos ou deméritos, créditos ou dí­vidas ao agir, pois já não há um ego desejoso por colher frutos bons das ações boas ou temeroso dos frutos amargos das más ações.

Quando o yogin age não credita a si mesmo os resultados da ação. Credita-os a Deus, pois que se reconhece mero instrumento nas mãos cósmicas do Senhor. Deus é o agente. Ele, a ferramenta. Tudo quando o yogin faz, oferta a Deus e, por isso mesmo, só faz o que possa ser oferenda.

Se o yogin não melhorar sua percepção da Realidade, isto é, se não usar viveka, pode perder-se na viagem.

Ele precisa ficar alerta para evitar que a ação redentora venha a tornar-se a caridade comum, ou seja, a compra de ingresso no céu, mediante a ajuda aos necessitados.

Sem discernimento, o yogin pode, tangido pelo ardor de servir, vir a exaurir-se no trabalho e adoecer ou desequilibrar-se.

Sem discernimento, o yogin imprudente, pensando que está atuando no interesse de Deus, está tentando faturar para o ego. E isso é funesto ao caminhante.

Sem amor não há Karma Yoga. É o amor que falta na caridade vulgar dos “chás de caridade”.

Enquanto amamos quem servimos, negligenciamos possí­veis desejos de promoção ou afirmação pessoal.

yogin ama servir e serve amando, e por isso é feliz.